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Um caso da Baleia Azul – Adolescente Suicida



Chamo este tipo de escrita de “esgarçada”. A escrita esgarçada é muito fácil de ser identificada, os espaços entre as palavras sãos notórios, além do normal.


O escritor coloca cada palavra como se fosse independente da outra, elas não parecem ter conexão tempo-espaço entre si. Cada palavra é um pensamento “desconectado” fisicamente do próximo (pensamento).


Considerando que a folha papel em branco é um “mundo” no qual transitamos, fica fácil de compreender que quem escreve desta forma, tem dificuldades de transitar por este “mundo”.


As restrições nos contatos pessoais são as mais diversas possíveis. Os espaços psicológicos são mal ajustados, a visão do escritor é distorcida naquilo que considera seus direitos. Enfim, não consegue transitar e nem ver o mundo de forma multifacetada. Sua ótica é pautada pela ansiedade, tensão, medo, separação, distanciamento do outro, da realidade. Não consegue se ligar ao demais.


O relacionamento interpessoal é confuso, o relacionamento intrapessoal caótico.



Escrita empilhada


Chamo de escrita empilhada àquela em que as palavras ficam uma em cima das outras durante mais de quatro linhas.


Após pesquisar algumas centenas deste tipo de escrita, observei que, dividindo A interpretação é até certo ponto fácil, já que após o empilhamento normalmente temo uma chaminé. Fica evidente o estado de ansiedade.


Contudo a interpretação certamente vai além disto.


Para Pulver, a pausa como repouso criador, pode se transformar em uma distância que parece um buraco. Não é o efeito do intelecto que limita, senão a inibição psíquica que empurra ao isolamento.


Isto se encaixa de maneira perfeita ao espaço deixado à frente das palavras após o empilhamento. Se após o primeiro empilhado de palavra seguir outro, a situação se complica mais para o escritor em termos de interpretação.


Os empilhamentos mais visíveis são os das primeiras linhas no texto e na margem esquerda.



Interpretação


A interpretação é até certo ponto facilitada por todos estes fatores acima citados.

Quando ocorre na margem esquerda e em especial nas primeiras linhas: tende a ser consciente, depois os movimentos inconscientes aparecem. “O consciente escreve o inconsciente dita.” (Pulver).


O escritor vive um momento de intensos conflitos, tem noção dos mesmos e da sua intensidade. Sabe que sua vida emocional está tensa e até mesmo desorganizada. Como tem consciência disto, precisa encontrar um meio de se controlar, de dominar as emoções. A tentativa é feita organizando as primeiras palavras (simbolicamente pondo ondem na prateleira).


Todavia isto é artificial. Não tem capacidade e nem habilidade emocional para tal. Logo após a escrita volta a se “desorganizar” e final a margem direita é irregular. Incerteza, preocupação, medo do futuro.


Embora tenha consciência do conflito que vive, tenta, mas não tem capacidade psicológica para resolvê-los de maneira correta.



Escrita empilhada dentro do texto


Inicialmente o escritor não tem consciência do conflito pelo qual passa. De modo inconsciente tenta encontrar uma maneira de se ajustar ao meio em que vive. Como no primeiro caso, gasta energia de modo intenso, mas não consegue o equilíbrio que tenta deseja.


As tensões e ansiedades se ampliam de maneira intensa. O ritmo não flui e a cada tentativa falha conflito se amplia. Quer resolver a situação por qual passa, mas não consegue.



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Análise realizada por Paulo Sérgio Camargo.



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